terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Sintaxe.


Chegou em mim como um vento no meio do verão, trouxe luz no escuro, veio como poeira em estrada de chão, disse que diria sim mas a boca só repete ''não''. 

Minha criatura dos olhos d'água, não sabes mais me dizer a verdade - será que esqueceu o caminho? 

Não vive sem meus lençóis, planta girassóis no escuro, colhe sossego/planta maldade, é cereja nascendo em árvore de limão. Vigia da lua - que não era crua - era mordida de saudades por uma miragem que só fazia doer um coração. Hemisfério Norte não traz sorte - nada trás. 

Capitão, me leve ao mar que tenhas mais correnteza, quero ser levada de volta pra terra, quero sentir uma meia noite sem ser Cinderela. Quero me afogar nas histórias, quero deixar que me contem memórias. 

Coordenadas invalidas.

Carrego uma bússola pra me dar direção, carrego o tormento, viajo sem tempo. como o dia (engulo). Se for lembrar de mim, me leve mas seja leve.

E hoje nem nosso céu é o mesmo, nem nossas estrelas. Nem meu sopro em ti vai chegar, nem uma palavra, nem uma cruzada de guerra, nada, só nada. Porque nada mais faz sentido/castigo.

Não pire.

Quero mergulhar e não acordar. Quero uma viagem de caravelas sem velas. Quero parar de rimar.

Espalhei os sapatos, arrumei a cama, dobrei os panos de pratos - está tudo como antes. Mas está tudo sem você. Tudo sem graça, e de graça só teu beijo, que agora custa caro.

E quando lembrar de escrever que sentiu saudades, talvez já não tenhas mais tinta.

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