quarta-feira, 26 de março de 2014

Deserto.

Hoje eu precisava te escrever. Não é como uma mentira a mais ou com palavras enfeitadas, é com um nó na garganta que deságua nos dedos, da imaginação ao sofrimento, da espera ao final da noite.  Hoje eu não tive razão, e nem ontem, e nem semana passada e eu não sei quando tive. Sonhei de novo com você, eu sonhei mais uma vez com o deserto, do frio ao quente, nos extremos, sem direção, a paisagem morta, o desespero de não mais te encontrar, sem água e sem ajuda – solidão - não há cor nesse dia, não há manhãs ou noite, é tudo igual é tudo distante.  Sem ligações, sem o teu chá matinal, sem o seu beijo do meio dia, sem teu abraço de boa noite, sem respostas, sem chamadas, sem você! 


Não sei quanto tempo isso vai levar, já foram semanas, e o vazio continua o mesmo, a mente permanece ausente, sozinha na varanda, esperando o céu mudar de cor - paciente/doente - da saudade a tempestade, da dor ao amor, do teu descanso ao meu pesadelo, da tua única palavra no dia ao meu contentamento. Os dias vão continuar a passar, e vou estar te esperando na varanda, com a mente vazia dos ''ontens'', esperando você preenche-la de novo, esperando por nós, desejando que esse amor nunca vá parar em um texto qualquer, com um ponto final e com um adeus na ponta da caneta.  

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